quinta-feira, 7 de julho de 2011

A Cuba de hoje

Ainda prestigiando o relatório feito por Elaine Tavares, pelo IELA, terminamos aqui a descrição:

 
O povo cubano segue fielmente a lição de Martí, e considera toda humanidade como pátria. Por isso se desdobra em levar seus avanços na ciência e na educação para aqueles que ainda não lograram as vitórias que Cuba já conquistou. Atualmente existem 27 mil cubanos na Venezuela, e outros milhares espalhados por vários países, principalmente no campo da saúde.  Seguem três mil em Angola, sendo que 900 são médicos, fazendo a diferença. Não foi à toa que Jorge Risquet recebeu a grata surpresa de ouvir, no auditório da Universidade Federal em Santa Catarina, o depoimento de dois angolanos sobre como haviam sido operados por médicos cubanos e alfabetizados por professores, também de Cuba.
Desde a revolução de 59, mais de 100 mil estudantes de vários países de África,  América Latina e Ásia fizeram sua graduação em Cuba, todos com bolsa integral. “Quando tivemos um tempo bem ruim (a partir de 1991 com o desaparecimento da União Soviética e do campo socialista da Europa) nós perguntamos a eles se queriam ficar e dividir a pobreza conosco. Nunca os abandonamos”. Risquet conta que dos 55 países africanos, 54 têm relações com Cuba. Em Havana existem 20 embaixadas de países africanos e Cuba está em 30 deles. Todos estes países sempre votaram contra o bloqueio criminoso que os Estados Unidos tem contra Cuba e há comitês de apoio a Cuba em quase todos os países africanos. A Namíbia, recentemente, enviou dois milhões de dólares em ajuda a Cuba e até o Timor Leste ajudou, depois da passagem de um furacão. “A África sabe o tanto que Cuba lutou pela sua libertação e reconhece isso. Na Etiópia existe um monumento ao soldado cubano e na África do Sul, num outro monumento que recorda os mortos das lutas libertadoras, estão gravados os nomes dos 2.077 cubanos que deram seu sangue pela pátria africana. Outro dia, na Namíbia, o presidente Raul Castro foi recebido pelo povo, que cantava Guantamera (em espanhol). Isso mostra o quanto África ama Cuba”.


Juventude Africana apoiando a luta em prol da independência...
Jorge Risquet, que foi o homem de Cuba em toda a campanha militar africana tem agora 79 anos de idade. Desde aqueles dias em que dava aula para os meninos pobres do solar, onde vivia em um quarto apertado, já se vão 68 anos. É tempo demais. Mas, o garoto que correu o mundo a organizar a juventude comunista, que comandou batalhões na grande África, que fundou escolas e jornais, que foi Ministro do Trabalho, Deputado  e Membro do Comitê Central do Partido Comunista Cubano, (desde sua criação há 44 anos) segue tão animado quanto naqueles dias gloriosos dos anos 60. Diariamente ele sai cedinho de casa e vai para o trabalho, no gabinete do presidente Raul Castro. É que há tantas coisas ainda para conquistar. Ele olha para a América Latina e vê tantas mudanças, a Venezuela, o Equador, a Bolívia, os povos em luta. E se emociona. Cuba esteve um tempo sozinha por aqui, mas resistiu. Cuba resistiu a Bush. E vamos seguir acreditando na capacidade do povo de se organizar e conquistar sua liberdade. Veja a América Latina agora, nunca se viu um movimento como este. Mas, sabemos que o inimigo atua, o imperialismo tem planos e pode haver retrocesso. Aí está Honduras, a IV Frota, as sete bases militares ianques na Colômbia. Há que ver o perigo, mas há também que ser otimistas. Cada país, com seu povo, há de encontrar o rumo seguro para uma vida soberana.



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Este espaço busca ser um lugar de interação com contribuições em temas relacionados às Culturas Afroameríndias, suas diversas manifestações e contextos. Nos campos de exposição, apresento em forma de reflexões alguns textos sociais, históricos, políticos, teológico-religiosos e educativos. Também o universo das artes e literaturas são outras referências, leituras e aprofundamentos, conforme este processo de interlocução dialógica em construção.
Agradeço-lhe pelo interesse em reconhecimento e atenção ao nosso trabalho!

Atenciosamente,
Reinaldo.

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